sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

ÚLTIMAS VAGAS !!! - CURSO DE PILATES NA GRAVIDEZ E NO PUERPÉRIO - CURITIBA/PR


ÚLTIMAS VAGAS!!!
Descrição:

• Público Alvo:
Profissionais e estudantes de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

• Carga Horária:
08 - Horas / mec


  • Conteúdo: 
1-  Alterações fisiológicas, biomecânicas e hormonais na gravidez
2-  Benefícios dos exercícios físicos
3-  Indicações e contraindicações dos exercícios de Pilates na Gravidez
4-  A evolução da gravidez- Primeiro, segundo e terceiro trimestre
5-  Princípios do Pilates
6-  Biomecânica do Pilates
7-  Exercícios de Pilates nas diversas fases Gravidez- MAT, BOLA, FLEXIBAND,FLEXIRING ROLO DE FELDENKRAIS, MEIA LUA
8-  Exercícios de Pilates no REFORMER,CHAIR,CADILLAC,E LADDER BARREL
9-  Como evoluir e acompanhar o treinamento -  Supervisão de detalhes

  • Materiais:
Material Impresso:
• Apostila com fotos de exercícios executados

  • Diferenciais:
- Studio com 13 aparelhos de Pilates e todos acessórios para realização do método;
- Sala climatizada com 70 m2;


VALOR DO INVESTIMENTO: 
• consultar pelo e-mail secretaria@taopilates.com.br e/outaopilates@taopilates.com.br
Telefone: (48) 3228-9898 - Whatsapp: (48) 8469-3828


TAO PILATES INSTITUTO DE MEDICINA DO ESPORTE - TAO CURSOS
DR. JOEL STEINMAN - CRM 6447 - DIRETOR TÉCNICO

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Conselho Nacional do Esporte decide que capoeira é esporte


Chegou ao fim uma discussão que perdurava há tempos: capoeira é esporte. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional do Esporte (CNE), órgão consultivo do Ministério do Esporte. Como havia o entendimento de que capoeira é uma dança, a modalidade não podia ser beneficiadas por programas do Ministério do Esporte, como o Bolsa Atleta.

“A capoeira é esporte, tem competições, são atividades importantes para o condicionamento físico. Crianças, adultos e idosos praticam a mesma para diminuir a obesidade e, principalmente, são atividades que têm federações e confederação. Já tinha aprovação do Conselho, mas ainda não havia a publicação do Ministério do Esporte de uma resolução a esse respeito”, comemorou Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Física (CFEF).

A decisão que beneficia a capoeira também afeta outras artes marciais. A partir do momento que o Ministério do Esporte publicar resolução admitindo-as como modalidades esportivas, a pasta pode repassar recursos para confederações e atletas desses esportes. Atualmente, a capoeira não é incluída no Bolsa Atleta.

Matéria publicada no site R7

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Surf: para cada onda e biotipo, uma prancha


Com a notoriedade conquistada pelos surfistas brasileiros Gabriel Medina e Adriano Souza (o mineirinho), o surf no Brasil está mais em alta do que nunca, levando a divulgação e maior popularidade do esporte para todas as idades de diferentes classes sociais, que é atestada especialmente pelo aumento de interesse nas escolas de surf.

Mas, o que poucas pessoas sabem é que tão importante quanto aprender a surfar é acertar na escolha da prancha, já que ela é a ferramenta essencial para o bom desempenho sobre as ondas.

Como explica Tiago Corrêa, shaper e diretor da Reaction Surfboards, não há uma prancha padrão, mas de diversos tamanhos, formatos e materiais, que devem ser desenvolvidos de acordo com cada necessidade e modalidade, seja para o surfista iniciante ou profissional. “Quando pensamos em iniciantes, a orientação é por pranchas maiores, mais largas e mais espessas, contribuindo para a maior estabilidade e para facilitar o remar, levantar e dropar (descer a onda da crista até a base) a onda”. Além disso, ele acrescenta a atenção quanto ao peso da pessoa, que deve ser sempre inferior ao da prancha, para garantir a melhor flutuação e estabilidade em cima da prancha.

“Geralmente, uma prancha pode ser produzida com blocos de poliuretano e EPS (isopor), mas o que vai definir a escolha do material é o objetivo, pois um modelo de isopor favorece a flutuação, sendo mais indicada para longborad, por exemplo. ”

Quanto ao desenho da prancha, Tiago explica que ela pode ser mais arredondada ou ter bicos. “Dependendo do tipo da prancha, um bico maior área agrega sustentação e facilita a entrada nas ondas, com mais estabilidade. No entanto, ele não é indicado para quem deseja realizar manobras. Por isso, as pranchas dos surfistas profissionais não têm o bico arredondado”.

Já para o fundo das pranchas, para as famosas rabetas, há de diversos tamanhos e cortes, que vão depender do tipo de onda que o surfista vai pegar. Os modelos mais comuns são os em ‘v’, o full concave e o double concave.

Confira as pranchas mais comuns:

Longboard: São as pranchas grandes, indicadas para iniciantes.
Gun: Com um tamanho grande, porém o contato com a água é menor que a longboard, sendo indicada para quem deseja fazer manobras em ondas grandes.
Funboard: É tida como a melhor opção para os iniciantes. Um pouco menor que a longboard, ela mede em torno de 7” e é conhecida por garantir a estabilidade e ainda possibilitar a ação de manobras.
Evolution: Lembra à funboard na largura e espessura, porém tem o formato de uma pranchinha comum, com o bico pontudo. Possibilita mais manobras que a longboard e a fun.
Performance, Minimodels ou Pranchinhas: É o modelo mais usado pelos surfistas profissionais e também por amadores que já possuem bom preparo físico e maior agilidade. É vista em quase todas as praias de surf e muito usada para ondas pequenas.
Fish: É indicada quando a opção do surfista é ter uma prancha pequena e com volumes generosos, sendo apropriada para ondas pequenas e cheias. Não funciona muito bem em ondas cavadas que necessitam de uma troca de borda rápida.

Sobre a fabricação das pranchas, o shaper explica que o produto passa por diversos processos. “Primeiro recebemos os blocos de Poliuretano e Isopor, que levamos para a máquina que faz o corte conforme o modelo desejado e projetado na tela do computador pelo programa Shape3D. Quando cortadas, eu mesmo pego a prancha e levo para o acabamento manual que, quando finalizado, segue para a arte e pintura. Após secagem, a prancha recebe as quilhas (as asas no fundo que ajudam a dar estabilidade) e o deck (apoio para o pé). Somente com os acessórios já instalados, a prancha segue para a colocação da fibra de vidro com resina, que garante a resistência e impermeabilidade do material; e é finalizada com o polimento”.
Matéria enviada por  Baruco Comunicação Estratégica


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Dor nos pés pode ser sinal de vários problemas


Mais de 70% da população mundial apresenta algum incômodo ou dor nos pés não decorrentes de trauma em alguma fase da vida

Você nunca imaginou que seu pé fosse tão importante para o seu bem-estar até que ele passou a doer? Saiba que não está sozinho. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (Abtpé), mais de 70% da população mundial apresenta algum incômodo ou dor nos pés não decorrentes de trauma em alguma fase da vida. Problemas no tendão calcâneo (conhecido como tendão de Aquiles), metatarsalgia, joanete, fascite plantar, neuroma Morton, esporão do calcâneo, entre outros, tornam o simples ato de calçar sapatos um desafio e, no limite, chegam a ser incapacitantes em função da dor que causam ao andar.

Mas como saber se é o caso de procurar um médico ou se o assunto pode ser resolvido por um podólogo? Quem responde é o ortopedista do Hospital Felício Rocho Daniel Soares Baumfield. “O podólogo pode oferecer alguns alívios para os pés, como tirar calosidades, fazer massagem, orientar a hidratação. Mas quando uma pessoa sente qualquer alteração incômoda nos pés, que não faz parte do dia a dia, é hora de procurar um médico especialista no assunto”, orienta. Problemas no tendão calcâneo, o tendão mais forte do corpo, por exemplo, podem ocasionar desequilíbrios em outras partes do pé.

Baumfield explica que o tendão calcâneo tem a função de nos ajudar a dar passadas e, por isso, é fundamental para o arranque na hora de caminhar. Por ser muito importante para a movimentação, é preciso protegê-lo, alongando a cadeia muscular posterior das pernas. É esse alongamento que permite ao tendão ganhar elasticidade para distribuir corretamente a energia de forma equilibrada entre músculos, tendão e osso. Se a pessoa não se protege, tende a desenvolver doenças como tendinopatias insercionais (dentro do osso) ou não insercionais (fora do osso). “Quando está comprometido, o tendão calcâneo acaba provocando desequilíbrios e dor em outras regiões dos pés. Ele é uma das principais causas da fascite plantar e qualquer tipo de dor na planta dos dedos”, explica o ortopedista.

A fascite plantar é uma das principais causas de dor nos pés. Sua causa também pode ser um encurtamento da cadeia superior. Isso ocorre com bastante frequência entre mulheres que usam salto alto por um tempo muito longo durante a vida. É que o salto impede a musculatura de se alongar e encurta essa musculatura pelo uso excessivo desse tipo de calçado. As consequências são dores nas plantas dos pés no momento em que a mulher sai do salto alto, trocando-o por uma rasteirinha. “A fascite é um problema intermitente e, depois que aparece, dura em torno de 10 meses. O tratamento é baseado no alongamento da musculatura posterior da perna”, observa o ortopedista.

Outras doenças comuns que acometem os pés são metatarsalgia, que pode ter origem genética ou aparecer pela sobrecarga dos dedos, causada por uma alteração no formato dos ossos dos pés, e também em função da existência de joanete, que causa uma insuficiência do grande dedo, fazendo com que ele receba menos carga do que deveria, sobrecarregando os dedos menores. “Nessas situações, aparecem calosidades plantares, dedos em garra ou a sobreposição de um dedo no outro. Quando há um joanete, o grande dedo, que deveria receber dois sextos do peso da pessoa, passa a receber apenas um sexto. O resto acaba sendo absorvido pelos quatro dedos menores, que não estão preparados para recebê-lo”, explica.

As consequências são incapacidade de usar calçados habituais, já que as calosidades são dolorosas. Também pode haver inflamações das articulações (por atrito), bursite, incapacidade de fazer a atividade esportiva habitual e, no caso das mulheres, fica impossível combinar as roupas com os mesmos sapatos que eram usados antes de surgir o problema. Mas nem só de doenças causadas por maus-tratos do tendão calcâneo vivem as dores nos pés. “No pé há outros tendões, além do calcâneo. O cardo plantar nos dá suporte. Se ele falha, aparece o pé plano. Esse tendão também deve ser cuidado durante a vida. Para isso é preciso fazer alongamento, cuidar do peso, evitar a diabetes, fazer atividade física de rotina (com alongamento). É preciso criar rotinas propícias à saúde do pé”, orienta Baumfield.

Outro problema que costuma aparecer na planta do pé é o neuroma de Morton, espessamento de um nervo localizado entre o terceiro e o quarto dedos que pode ser causado por sobrecarga local, sapatos de bico fino, ou encurtamento da musculatura da cadeia superior por sobrecarga. Estimulado em excesso, esse nervo ganha uma “proteção’ e fica mais espesso, tornando-se maior do que o espaço que lhe é reservado entre os ossos. “Toda vez que a pessoa coloca o pé no chão o nervo sobe e fica entre os ossos, sendo comprimido. Isso provoca dormência, dor e desconforto. A pessoa não consegue calçar sapatos e se lembra a todo momento de que os pés existem”, explica o ortopedista.


SOLUÇÕES

Os tratamentos clássicos para esses problemas mais comuns que afetam os pés vão de fisioterapia, alongamentos, uso de gelo no local, ingestão de anti-inflamatórios, infiltração e, no limite, cirurgia, conforme avaliação médica e de acordo com cada problema. Mas há também uma saída via acupuntura neurofuncional. É o que afirma o médico acupunturista Hidelbrando Sábato, que atua em clínica da dor e trabalha com esse tipo de acupuntura, que leva em consideração a disfunção física que provoca o problema. Vale para os casos em que a intervenção cirúrgica não é necessária, como fascite plantar, neuroma de Morton, esporão do calcâneo ou tendinite do tendão calcâneo. “É possível procurar a disfunção em determinado grupo muscular da perna e corrigir o funcionamento inadequado com a agulha”, sustenta.



Na visão dele, se a disfunção é corrigida, a dor acaba sendo tratada. “Claro que usamos a acupuntura clássica para resolver a inflamação e levar maior fluxo de sangue para o local, mas sem a análise funcional o problema não será tratado de forma adequada porque a lesão passa a ser daquele tipo que não cura nunca. “Se não levar em consideração o conjunto dos músculos e a relação entre eles, o sucesso é menor”, justifica Sábato.

Matéria publicada no site Correio Web



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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

INSCRIÇÕES ABERTAS !!! - CURSO DE REABILITAÇÃO E TREINAMENTO ATRAVÉS DO MÉTODO PILATES - FORMAÇÃO COMPLETA - CURITIBA/PR


INSCRIÇÕES ABERTAS!!!


Descrição:

Formação completa no método Pilates: Solo - Acessórios - Aparelhos ( básico - intermediário ) + estágio = 2 módulos de 3 dias de curso, sexta ao domingo.

• Público Alvo:
Profissionais e estudantes de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

• Carga Horária:
300 - Horas / mec
Incluindo: I e II módulos - 75 horas/Mec
Estágio /aulas - 25 horas
Estágio opcional - 50 horas
Estudos on line – 150 horas (através do Curso on line – interativo).

Supervisão de detalhes:
Base Biomecânica
Prova - Avaliação

• Incluindo discussão de casos, conferência, mini- laboratórios,
• Plano de aulas básicas e intermediárias no Mat e Acessórios
• Plano de aulas básicas e intermediárias nos Aparelhos
• Plano de aulas nas patologias cervicais, lombares, desvios posturais, Patologias de ombro, quadril, joelho e tornozelo.
• Plano de Treinamento


  • Conteúdo: 

1- História do Pilates.
2- Introdução ao Método Pilates.
3- Princípios, Conceitos e Terminologia do Método.
4- Anatomia do Pilates.
5- Biomecânica/Cinesiologia/Neurociência
6- Enrolar e endireitar - Sistema reto
7- Sistema cruzado Anterior e Posterior
8- Respiração Torácica Lateral
9- O efeito das molas: resistência e assistência.
10- Avaliação da Postura Estática e Dinâmica.
11- Avaliação do Core.
12- Reabilitação através do Método Pilates nas principais patologias da coluna vertebral, ombros, joelhos e tornozelos.
13- Estabilização Estática/Dinâmica, Dissociação e Mobilização.
14- Treinamento e Fitness através do Pilates.
15- Pilates na Medicina Esportiva.
16- Série básica e intermediário de exercícios de Pilates, Reformer, Cadillac/Wall Unit; Ladder Barrel, Chair e acessórios( bola , Magic Circle, rolo).
17- Como evoluir e acompanhar o treinamento e a reabilitação.
18- Estágio Supervisionado - Acompanhamento de casos clínicos.
19- Como montar um estúdio
20- Avaliação e Prova.


  • Materiais:

Material Impresso:
• Apostila com fotos de exercícios executados

Material Digital:
• Fotos dos exercícios
• Imagens digitais do curso


  • Diferenciais:

- 300 horas/mec de Formação Completa em Pilates (único em SC, PR e RS);
- 150 horas de estudos on line (através do portal interativo - TAO EDUCAÇÃO) com mais de 1000 fotos e 200 vídeo aulas, apresentados pelo Dr. Joel Steinman, com conteúdo Biomecânico detalhado.
- Após o curso, recolocamos os alunos do Tao Pilates no mercado de trabalho !
- 6 dias de evento;
- Com vários locais para estágio;
- Direito de refazer o curso completo após 1 ano, SEM CUSTO NENHUM !!! ( com o objetivo de reciclagem e revisão de todo o conteúdo ....);
- Pagamento R$ R$ R$ diferenciado para estudantes em graduação !!!
- Studio com 13 aparelhos de Pilates e todos acessórios para realização do método;
- Sala climatizada com 70 m2;

Faça o Curso Tao Pilates Completo de Formação profissional no Método Pilates e ganhe 25% de desconto na aquisição de seus equipamentos de Pilates de alta performance!


VALOR DO INVESTIMENTO: 
• consultar pelo e-mail secretaria@taopilates.com.br e/outaopilates@taopilates.com.br
Telefone: (48) 3228-9898 - Whatsapp: (48) 8469-3828

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Sono e exercício, a dupla que previne o AVC



Uma recente investigação da Escola de Medicina de Nova Iorque, nos Estados Unidos, revelou que o segredo para a prevenção e redução do risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) está na união do sono e da atividade física.

Mais concretamente, os investigadores norte-americanos defendem que dormir entre sete a oito horas por noite e treinar entre 30 a 60 minutos entre três a seis vezes por semana é o suficiente para prevenir este problema de saúde.

Mas na hora de aumentar o risco de ter um AVC, tanto o exercício como o sono se mostraram, na mesma, impactantes. Dormir mal ou durante mais ou menos tempo do que o recomendado – por exemplo, dormir apenas seis horas ou dormir nove a dez horas diariamente – pode causar um AVC.

Assim sendo, destaca o estudo, dormir oito horas por noite reduz em 25% o risco de se ter um derrame.

A conclusão do estudo, citado pelo The Telegraph, surgiu depois de ter sido analisado o estilo de vida, a saúde, a idade e a etnia de 288.888 adultos entre 2004 e 2013.

Matéria publicada no site Notícias ao Minuto

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O que acontece dentro do corpo de alguém que desmaia


Para Adam Fitzpatrick, cardiologista e diretor de uma clínica especializada em desmaios na Enfermaria Real do Hospital de Manchester, na Grã-Bretanha, os desmaios são um mecanismo de sobrevivência “muito antigo”.

Tudo começa com um sinal que o cérebro envia ao coração: ‘Algo não está funcionando’.

Em algumas ocasiões uma pessoa que sofre um desmaio percebe o que vai acontecer e até consegue avisar alguém, mas a queda é inevitável.

Trata-se de um reflexo, uma mensagem que o cérebro enviou ao coração e que faz a pessoa cair no chão e ficar inconsciente.

“Às vezes, principalmente quando fazemos exercício, nossas artérias abrem pequenas janelas perto de nossos músculos para aumentar o fluxo sanguíneo e liberar oxigênio quando ele é necessário, o que retira o sangue do cérebro”, disse Adam Rutherford, geneticista e apresentador do programa da BBCInside Science .

“Isso também pode acontecer quando você vai desmaiar”, afirmou Hannah Fry, professora de Análise Espacial Avançada no University College de Londres.

“Seu ritmo cardíaco aumenta para alcançar a pressão que permita enviar mais sangue para o cérebro”, acrescentou a cientista.

Mas, se estas medidas não funcionam, o cérebro ativa um “sistema de emergência”. E é neste momento que ficamos inconscientes.

Gravidade

Problema é mais comum nas mulheres do que nos homens.

Imagine o sangue circulando pelo corpo. Os nervos e o coração trabalham juntos para manter a pressão sanguínea perfeita e ajudar a dar impulso ao sangue para que ele chegue até o cérebro e outros órgãos.

“O que nos torna diferentes de outros animais é que nossa cabeça está mais alta que nosso coração, por isso nossos corpos precisam lutar contra a gravidade e impulsionar o sangue até lá em cima”, disse à BBC Nicholas Gall, cardiologista e consultor do hospital Kings College, de Londres.

“Quando nos levantamos, grandes quantidades de sangue descem em grande velocidade pelo nosso corpo, que precisa de reflexos para enviar (o sangue) de volta para cima.”

Mas, em muitas ocasiões, não chega sangue suficiente para o cérebro, que transmite a mensagem ao coração.
“O cérebro envia sinais para o resto do corpo para informar que está tendo problemas para receber a quantidade suficiente de sangue e que precisa de uma solução”, disse Gall.

Neste momento o cérebro quer comunicar que não está recebendo o sangue que precisa e que, por isso, a pessoa deve sofrer um desmaio.

O cérebro “diz” ao coração que diminua seu ritmo e dilate suas válvulas.

“A pressão sanguínea cai, devido à baixa velocidade do ritmo cardíaco, e a pessoa perde a consciência.”

O cérebro diz ao coração que diminua seu ritmo

A pessoa cai no chão pois “não tem controle muscular, o seu coração e o cérebro ficam no mesmo nível, fazendo com que seja possível a recuperação do sistema”.
“Estando em uma posição horizontal, nosso corpo não precisa lutar contra a gravidade para enviar o sangue de volta para o cérebro”, afirmou Rutherford.

Diferentes

Nem todas as pessoas são afetadas pelos desmaios. Algumas já passaram pela experiência várias vezes, outras nunca desmaiaram.
“Até cerca de 40% das pessoas vão desmaiar durante suas vidas. E a maioria destas pessoas passará por isso uma, duas ou três vezes; há apenas um pequeno número de pacientes que desmaiarão de forma repetida”, disse Nicholas Gall.
“Há famílias que têm mais tendência ao desmaio e isto ocorre mais entre as mulheres do que entre os homens”, acrescentou o especialista do Kings College de Londres.
As mulheres têm um coração geralmente menor e menos volume de sangue que os homens
A razão é que as “mulheres têm um coração menor e menor volume de sangue. Quando se levantam e a gravidade impulsiona o sangue, há mais tensão no sistema”, disse o cardiologista.

Evolução

Mas os desmaios também têm uma ligação com a nossa evolução.
Para Adam Fitzpatrick, cardiologista e diretor de uma clínica especializada em desmaios na Enfermaria Real do Hospital de Manchester, na Grã-Bretanha, os desmaios são um mecanismo de sobrevivência “muito antigo”.
Existem genes que explicam a predisposição ao desmaio
“Acredita-se que, quando nossos ancestrais se sentiam ameaçados por predadores, era útil conseguir cair no chão e parecer estar sem vida.”
“Algumas pessoas tendiam a desmaiar nestes momentos, caindo no chão, ficando pálidas e inertes. E o predador ia embora”, disse o especialista à BBC.
E, segundo Fitzpatrick, a questão evolutiva também pode explicar a razão de algumas pessoas desmaiarem mais que outras.
“Com a teoria da evolução em mente (…), se foram beneficiados ou receberam alguma vantagem quando desmaiaram, os indivíduos com mais capacidade de desmaio tiveram descendência maior. Além disso, é quase certo que existem genes que explicam a predisposição ao desmaio.”
Por isso, se você desmaiou alguma vez na vida “deve ser um destes humanos evolutivamente superiores que possuem o gene do desmaio”, afirmou o especialista.

Matéria publicada no site R7

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